Fiscalização ambiental: quais são as penalidades mais comuns e como evitá-las
- Ana Beatriz Bastos Alves

- 8 de set.
- 2 min de leitura

A fiscalização ambiental é um conjunto de ações do poder público que visa garantir o cumprimento da legislação ambiental, prevenindo e corrigindo infrações ao meio ambiente. Através do poder de polícia, os órgãos ambientais supervisionam o uso de recursos naturais e a conduta de pessoas e empresas, podendo aplicar sanções como multas e paralisação de atividades.
Essa fiscalização pode ocorrer de diferentes formas: por meio de denúncias, vistorias planejadas ou monitoramento por tecnologia, como drones e satélites.Neste artigo, vamos mostrar como a fiscalização funciona, seus principais objetivos, as penalidades aplicadas e, principalmente, como sua empresa pode se prevenir.
Objetivos da fiscalização ambiental
Prevenir danos ambientais – Atua antes que problemas aconteçam, por exemplo, no processo de licenciamento ambiental.
Coibir infrações – Garante que a legislação ambiental seja respeitada, aplicando sanções em caso de desrespeito.
Proteger recursos naturais – Busca a conservação da biodiversidade e do equilíbrio ecológico.
Promover o desenvolvimento sustentável – Concilia o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental.
Como funciona a fiscalização ambiental
Poder de polícia: O Estado tem autoridade para fiscalizar e regular atividades que podem impactar o meio ambiente.
Ações preventivas: Envolvem avaliação e monitoramento de atividades, como o licenciamento, para evitar impactos ambientais.
Ações corretivas: Após a identificação de uma infração, são tomadas medidas para corrigir o dano e aplicar penalidades.
Uso de tecnologia: Monitoramento por satélites, drones e sistemas de informação geográfica (GIS) otimiza a detecção de irregularidades.
Denúncias: A população pode acionar órgãos ambientais por meio de denúncias, que podem resultar em fiscalizações.
Quem fiscaliza
Agentes públicos: podem atuar em diferentes níveis de governo.
Órgãos federais: como o IBAMA, que exerce poder de polícia e pode aplicar sanções em âmbito nacional.
Órgãos estaduais e municipais: desempenham papel crucial na fiscalização, como o INEA no estado do Rio de Janeiro e secretarias municipais de meio ambiente.
Penalidades ambientais mais comuns
Quando uma empresa é flagrada em irregularidade, as sanções podem incluir:
Multas simples ou diárias – aplicadas por descumprimento de condicionantes ou ausência de licença.
Embargo ou paralisação de atividades – suspensão imediata até a regularização.
Apreensão de equipamentos ou produtos – comum em transporte e armazenamento irregulares.
Prestação de serviços – medidas compensatórias de caráter socioambiental.
Responsabilização criminal – em casos de dano grave ao meio ambiente, inclusive com possibilidade de prisão.
Exemplos de situações que geram autuações
Operar sem licença ambiental válida.
Não apresentar ou não executar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS).
Lançar efluentes ou resíduos sem tratamento adequado.
Descumprir condicionantes de licenças (como relatórios de monitoramento).
Como evitar penalidades ambientais
Regularize sua empresa: mantenha licenças e autorizações em dia.
Implemente planos de gestão: PGRS, monitoramento de efluentes e ruído, etc.
Capacite a equipe: treinamento reduz riscos de infrações.
Conte com consultoria ambiental especializada: acompanhamento técnico evita erros e garante conformidade legal.
A fiscalização ambiental não deve ser encarada como inimiga, mas como uma aliada para que empresas atuem de forma sustentável e dentro da lei. Estar preparado evita prejuízos financeiros e fortalece a imagem do negócio.
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